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Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English MSN -
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LENDA ÁRABE
Diz uma linda lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem, discutiram. O outro, ofendido, sem nada dizer escreveu na areia: HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO.
Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se pegou um estilete e escreveu numa pedra: HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA.
Intrigado, o amigo perguntou: Por que depois que te bati, você escreveu na areia e agora escreveu na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu: Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar; porém quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória do coração onde vento nenhum do mundo poderá apagar...
-Autor Desconhecido-

Escrito por Nurah às 23h14
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NÃO FOMOS ESQUECIDOS...
Eu estava no Egito me preparando para entrar no Iraque quando ouvi alguém dizer: "Não tenha medo... Deus está esperando por você em terras iraquianas. Quando seus pés tocarem o solo árido do deserto, Ele lhe acolherá dizendo: Seja Bem Vinda"!
Naquele momento sorri. Considerei aquilo apenas como uma frase de encorajamento dita no calor da emoção, afinal todos sabiam dos riscos e das implicações da minha decisão de ajudar o povo iraquiano. Apesar de tudo, meu coração era todo expectativa!
Com o passar dos dias no Iraque, as dificuldades tornavam tudo mais penoso. A escassez de energia somada ao calor intenso minava nossa resistência, sem contar na violência aumentando a cada dia.
Cada ligação para o Brasil era um sofrimento! Minha família estava apavorada. Minha mãe se recusava a olhar as notícias da TV. Porém, mesmo nos dias mais angustiantes, sempre tínhamos boas notícias. Nos apegávamos firmemente aos pequenos milagres...á esperança que por vezes queria escapar de nossos corações.
Tive medo de morrer, mas nunca tive vontade de sair do Iraque. Eu havia me apaixonado pelo povo.
Porém, como o tempo não espera por ninguém, chegou o dia da partida! Nosso período de permanência havia se esgotado e tínhamos que deixar o país.
Em poucos minutos nossa casa estava repleta de muçulmanos xiitas e sunitas, cristãos iraquianos e estrangeiros! Era mais um milagre surpreendente!
Havia música, dança e comida farta. As pessoas se sentaram em círculo pela sala e ao som de vozes e risadas eu chorei. Sem que ninguém percebesse, deixei a sala de mansinho pra verter numa explosão de lágrimas a angústia do meu coração.
Não era justo!
Quem cuidaria dos meus amigos quando eu partisse? Quem os protegeria da guerra? Onde eles iriam passear nos finais de tarde? Com quem conversariam? Quem os amaria como eu?
Eu era como uma mãe abandonando os filhos á própria sorte! Se eu tivesse dinheiro para trazê-los ao Brasil...Se eu pudesse continuar um pouco mais com eles...Se...Se...Se...
Eu tive que partir deixando as cordas do meu coração no Iraque.
Hoje ainda sofro por eles, e sinto meu coração bater mais forte quando do outro lado da linha ouço um inglês mal falado me perguntando: How are you?
Sim...eles estão bem e vez por outra me telefonam pra dizer que Deus está cuidando de tudo!
Sou fortalecida pela coragem deles. E todas as vezes que a saudade me aperta, me agarro na certeza de que o povo iraquiano não está só. Deus continua lá! Os amando profundamente...pronto a mudar o seu destino.
Ele nunca os abandonará!
Escrito por Nurah às 23h01
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PORCOS ESPINHOS
Durante uma era glacial muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo. Muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.
Foi então, que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir e juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um comecaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte e afastaram-se feridos, magoados, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus companheiros.
Doíam muito!
Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados.
Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver, resistindo á longa "era glacial".
Sobreviveram...
É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o seu calor!
É fácil sentir o amor, difícil é conter sua torrente!
Que possamos nos aproximar uns dos outros com amor e serenidade,
de tal forma que nossos espinhos não firam as pessoas que mais amamos!
- autor desconhecido-

Escrito por Nurah às 21h45
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A CADA MANHÃ
Tenho sonhos...e os queria realizados agora!
Existem coisas pelas quais não gostaria mais de esperar. Choro por elas! Luto! Me debato! Mas percebo que simplesmente "não acontece"...
Tomo as atitudes certas, me amparo nas bases certas, sigo ás instruções á risca, mas por vezes o milagre pelo qual ansiosamente espero, não chega...
Tateio em busca da Paz para meus amigos iraquianos. Procuro pela Cura. Anseio pela resolução de problemas que já não posso resolver...mas o milagre não acontece!
"Fico de mal" com Deus, penso que talvez Ele não me ame como dizem...ou talvez Ele não esteja interessado nas minhas preocupações...Enquanto vou choramingando e brigando com Ele, não percebo seu agir ...Não me dou conta dos pequenos detalhes que Ele usa pra fazer florescer o milagre que anseio.
Delicada e poderosamente ele faz nascer um milagre pra mim a cada manhã!
Ele não chega fazendo um estardalhaço, mas se aproxima sereno como uma brisa suave que me acalenta...e sem palavras vejo que tudo acontece!
Na escuridão das noites sem fim, Ele amanhece na minha vida como um sol de esplendor, e eu já não me importo se o milagre não chega num piscar de olhos...posso confiar que Sua presença trará um renovo a cada manhã.
Na quietude da sua presença posso contemplar que tudo vai sendo modificado...
Um dia de cada vez, um milagre a cada manhã...um novo despertar a cada manhã!

Escrito por Nurah às 20h46
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
Conheci Almar na Universidade de Bagdá e descobri que seu nome significava "casa do demônio". Por trás daquele nome, porém, se encontrava um rapaz doce e afetuoso. Sua casa era simples e aconchegante e sua família extremamente preciosa. Ele nos recebeu como reis, e quase não havia espaço para os 15 brasileiros que jantavam aquela noite. Foi uma noite de grandes surpresas!
Almar nos contava sua história enquanto folheava um grande e velho álbum de fotografias. Quando jovem, seu pai havia viajado à Alemanha na intenção de completar seus estudos. Conheceu uma jovem por quem se apaixonou...Ficaram noivos e fizeram milhões de planos, mas como ele pertencia á uma tradicional família muçulmana, ele foi obrigado a voltar para o Iraque e "esquecer" aquela ocidental.
Jovem demais pra enfrentar a pressão da família, ele retornou à Bagdá , onde se casou com uma fiel muçulmana, que mais tarde se tornou a mãe de Almar.
Na Alemanha, a ex-noiva tentou o suicídio. Demorou para que ela conseguisse superar a decepção. Tentou se feliz. Foram dois casamentos...dois divórcios.
O pai de Almar seguia com seu amor guardado no peito. Criou seus filhos no Iraque, foi um bom pai e um bom marido. As fotos em família mostravam o olhar apagado de um homem e uma mulher casados pela conveniência, sem o poder de escolha, sem amor, sem paixão...
Foram 20 anos de casamento. A mãe de Almar faleceu, sem nunca ter sido amada. Seu marido havia sido um bom pai e um bom homem, mas nunca havia conseguido amá-la de verdade!
Passou-se o período de luto e uma esperança nascia novamente no coração daquele homem. Ele acreditava que ainda havia uma pequena possibilidade de encontrar a felicidade! Ele agora era um homem feito, dono de seus próprios caminhos, e também de seu destino! Num ímpeto de paixão, partiu novamente para a Alemanha...
Não havia mais como encontrar a mulher que amava. Vinte longos anos haviam se passado. Será que ela ainda se lembraria dele? Será que o amaria? Ele não podia voltar atrás...não agora!
Como um adolescente apaixonado, ele procurou um famoso programa de televisão e contou sua história.
Ele procurava pela mulher da sua vida! E ele a encontrou...
Em Rede Nacional se abraçaram por todos os abraços perdidos e se beijaram por todos os beijos esquecidos.
Ela ainda guardava o anel de noivado...ainda conservava o amor de menina.
Sentada em uma sala escura de Bagdá, folheando um velho álbum de fotografias contemplei o brilho da felicidade nos olhos de quem ama. O pai de Almar se casou com a mulher que ele sempre amou. Hoje, ambos moram na Alemanha, e uma vez por ano vão ao Iraque, levando dinheiro, roupas e fotos, muitas fotos...
Em meio á tantas coisas horríveis e ouvindo tiros lá fora, Almar me contava essa história de amor, e mais uma vez eu era surpreendida pelo coração do povo iraquiano!
Cercado por uma guerra sangrenta e cruel, meu amigo calmamente me falava de amor, de paixão e de esperança!
Hoje, volta e meia olho algumas velhas fotos...Me pego sorrindo, deixando vir á tona sentimentos, sensações, cheiros e emoções e vejo que a vida é tão bonita...e que vale tanto a pena estar aqui!
Olhando fotos antigas posso ver quantas coisas boas Deus já me permitiu viver...o quanto Ele já me proporcionou...e meu coração é consolado pelas alegrias que já vivi e posso acreditar que mais milagres virão.
Agora, preciso abrir um velho baú e tirar de lá a poeira das minhas fotos.
Meu álbum me chama pra me fazer feliz, pra me fazer acreditar que dias melhores virão...Dias como aqueles que fotografei!
Você não acredita nisso?
Experimente abrir o seu...depois você me conta!

Escrito por Nurah às 19h55
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