| |
A MORTE DOS MEUS SONHOS

Portas abertas me convidam a entrar. As escolhas são difíceis e machucam meu coração.
Meus sonhos arrastam minha vida em direção ao sol que se põe, e vejo ambos desaparecendo no poente.
Ainda que eu insistisse em alcançá-los não haveriam garantias. O risco de me perder no caminho é tão grande...
Sinto o medo que me impede de prosseguir,
Então me sento na noite que ja chegou e espero calada;
Procuro pelos filhos que não tive, pela carreira que não prossegui e pela vida que deixei pra trás...
Choro pelos sonhos que preciso matar, pelos sentimentos que preciso acalmar...e assim, no escuro vou experimentando o gosto amago da prece que grita dentro de mim:
" Seja feita a TUA vontade, Senhor, e não a minha".
Com dor, abro mãos dos meus sonhos para viver os Seus.
Aqui do escuro fica tão difícil acreditar que tudo será melhor se eu seguir os Teus caminhos...
Perdoe-me mais uma vez, pois não consigo enxergar a vida abundante, o jugo suave e os planos de paz que traçaste pra minha vida.
Sou como uma criança que chora com medo das sombras.
Espero pelo sol que nasce e com ele a promessa de que a alegria chegará pela manhã.
Espero pelo Teu refrigério, pelo bálsamo que sara minhas feridas.
Fico aqui, ansiando por Ti, sofrendo por tudo que precisa ainda morrer em mim, mas tentando viver a cada dia segundo os teus preceitos, seguindo sempre a Tua vontade, que embora eu ainda não sinta, continuo acreditando que seja Boa, Perfeita e Agradável.
Por Ti, hoje mato meus sonhos e me disponho a viver somente os Teus.
Sim, hoje enterro todos eles.
Escrito por Nurah às 22h04
[]
[envie esta mensagem]
"Venha", ele disse
"Tenho medo", ela respondeu.
"Venha", ele disse.
E ela foi
até a beira do abismo
E ele a empurrou
E eles saíram voando!

Escrito por Nurah às 19h34
[]
[envie esta mensagem]
Eu acredito no Sol
mesmo quando ele não está brilhando.
Eu acredito no amor
mesmo quando não o sinto.
Eu acredito em Deus
mesmo quando Ele está em silêncio.
(escrito na parede de um campo de concentração)

Escrito por Nurah às 00h09
[]
[envie esta mensagem]
MONTE MORIÁ
(Lugar onde Deus pediu que Abraão sacrificasse seu único filho)
A subida é íngreme e o sol escaldante. A cada passo uma dor diferente.
De mãos dadas com meu coração escalo o monte que não tem fim.
Encontro pequenas pedras, sinto o cheiro da terra e da morte que se aproxima.
Deus requer o que me é mais precioso!
Minha mente não consegue alcançar a mente do meu Deus. Ele havia me dado uma promessa. Eu acreditava que seria feliz, até o dia em que precisei subir o Moriá.
Espero por um socorro no meio do caminho, mas ele não vem.
Preciso atingir o cume da montanha e entregar meu sacrifício nas mãos Daquele que conhece meu futuro.
Subo sofrendo, subo chorando e ás vezes com vontade de desistir, mas continuo a caminhada.
Estou cansada, machucada e quase sem forças, mas não desisto de subir.
Caminho pra uma entrega total de coisas que amei e projetei.
Ali despejarei minhas esperanças sacrificando tudo o que sou crendo que no último instante
Deus me proverá uma saída.

Escrito por Nurah às 00h13
[]
[envie esta mensagem]
Todas as vezes que fico decepcionada com o que me acontece nesta vida,
paro e penso no pequeno Jamie Scott.
Jamie estava tentando conseguir um papel na peça da escola.
A mãe dele me contou que ele havia se dedicado de todo o coração àquela tarefa, mas ela receava que o filho não fosse escolhido.
No dia marcado para a distribuição dos papéis, fui com ela buscar Jamie após as aulas.
Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhando, cheios de orgulho e euforia.
__Sabe o que aconteceu, mãe? - ele gritou animado,
(em seguida proferindo estas palavras que até hoje me servem de lição):
_ Fui escolhido para bater palmas e dar vivas!
(Marie Curling)
Escrito por Nurah às 21h40
[]
[envie esta mensagem]
Não serei poeta de um mundo caduco
Também não cantarei um mundo futuro
Estou preso à vida e olho os meus companheiros
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças
Entre eles considero a enorme realidade.
O presente é grande, não nos afastemos
Não nos afastemos muito...
Vamos de mãos dadas
(Carlos Drumond)
Escrito por Nurah às 13h27
[]
[envie esta mensagem]
Se o poema é triste é porque o poeta sofre.
Escrever versos, quando o sofrimento
aperta o coração e a dor faz sangrar a alma,
é uma forma de chorar.
O poeta apenas deixa a poesia fluir
e os versos escorrem no papel (ou na tela do computador)
como se fossem lágrimas.
Os versos de um poeta triste é como se fosse um choro
daqueles que embaçam os olhos e travam a garganta.
O poeta chora nos versos,
e nas palavras solta seus medos,
suas dores e desamores.
Se o poema é triste
é porque o poeta,
longe de ser mito,
é apenas um ser humano.
E sofre.

Fatima Dannemann
(http://www.asemaninha.org/)
Escrito por Nurah às 22h52
[]
[envie esta mensagem]

Escrito por Nurah às 12h41
[]
[envie esta mensagem]
|