Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English
MSN -



Histórico
 01/03/2006 a 31/03/2006
 01/02/2006 a 28/02/2006
 01/01/2006 a 31/01/2006
 01/08/2005 a 31/08/2005
 01/07/2005 a 31/07/2005
 01/06/2005 a 30/06/2005
 01/05/2005 a 31/05/2005
 01/04/2005 a 30/04/2005
 01/03/2005 a 31/03/2005
 01/02/2005 a 28/02/2005
 01/01/2005 a 31/01/2005
 01/12/2004 a 31/12/2004
 01/11/2004 a 30/11/2004
 01/10/2004 a 31/10/2004
 01/09/2004 a 30/09/2004
 01/08/2004 a 31/08/2004
 01/07/2004 a 31/07/2004
 01/06/2004 a 30/06/2004
 01/05/2004 a 31/05/2004
 01/04/2004 a 30/04/2004
 01/03/2004 a 31/03/2004


Votação
 Dê uma nota para meu blog


BlogRating

O que é isto?
Coisas do Deserto
 

 

PONTO

 

Não quero pompas ou glórias e na narrativa da história,
Quero apenas ser um ponto.

Um ponto de chegada, pra pessoas que vagam cansadas...
Um ponto de partida, pra quem busca um caminho melhor pela vida...

Uma pausa: pra quem quer tomar alento, nessa longa estrada de dor, frustrações, sofrimentos...
Um ponto de encontro pra quem insiste em se perder, procurando às cegas razão pra viver...

Um ponto de referência! Que brilhe como as estrelas no céu!
Pra orientação das naus errantes, que queiram atracar em Deus.

Um
ponto de apoio, para os que cambaleiam embriagados pelo vinho do mundo.
Gente cuja única esperança vem de cima, pois já chegaram no fundo.

Um ponto de fusão, pra aquecer o frio e espantar de vez a solidão,
Dos que estão alienados, esquecidos e sozinhos, no meio da multidão.

Um ponto de concordância!
Em lares separados, conflitos provocados por arrogância, vaidade, egoísmo...

Um ponto luminoso! Pra fazer os olhos velhos, brilharem como os da criança!
Cheios de vida, doçura, recomeçando a cada dia, com mais alegria e esperança!

Enfim, um ponto positivo, no relacionamento do homem e seu criador!
Que a minha vida seja um golaço! E que eu corra pro abraço, pros braços do meu treinador!

Ponto final. Eu quero ser um ponto final no frio, na fome, na miséria do meu semelhante.
E no fim se não tiver sido perfeito, terei vivido direito, cada vez melhor que antes.

 

(Mario Machado)



 Escrito por Nurah às 23h19 [] [envie esta mensagem]



 

ALGUÉM ME VÊ...

 

Os passageiros do ônibus olhavam com compaixão a jovem mulher com a bengala branca enquanto ela cuidadosamente subia os degraus.

Ela pagou a passagem e com suas mãos localizou o assento vazio que o motorista indicara. Então, sentou-se colocando sua pasta no colo e descansou a bengala contra a perna.

Fazia um ano desde que Susan, 34 anos, ficara cega. Devido a um erro de diagnostico médico havia perdido a visão e foi lançada repentinamente em um mundo de escuridão, raiva, frustração e pena de si mesma. Outrora independente, agora Susan estava condenada por essa tragédia do destino a tornar-se um fardo impotente, desamparada.

"Como isto pôde ter acontecido a mim?" ela dizia, com o coração mergulhado em amargura. Não importando quanto lamentasse ou orasse, sabia que sua dor não poderia trazer de volta sua visão.

Uma nuvem de depressão rondou seu espírito, outrora otimista. Cada dia, viver era um exercício de frustração e esgotamento.

E tudo o que ela tinha a que se agarrar era seu marido, Mark, um oficial da Força Aérea que a amava com todo seu coração.

Quando ela perdeu sua visão, ele a olhou e sentindo o desespero da esposa, determinou-se a ajudá-la a recuperar a força e confiança que ela precisava para tornar-se independente novamente.

A experiência militar de Mark havia treinado-o para lidar com situações delicadas e ele sabia que aquela seria a mais difícil batalha que ele teria que enfrentar. Finalmente, Susan sentia-se preparada para retornar a seu trabalho, mas como fazê-la chegar até lá? Ela costumava pegar o ônibus, mas agora estava muito amedrontada para andar pela cidade sozinha.

Mark ofereceu-se para levá-la de carro diariamente, embora eles morassem no lado oposto da cidade. No principio, Susan sentiu-se confortada e isso satisfez a necessidade que Mark sentia de ajudar sua esposa cega que sentia -se tão insegura sobre executar as tarefas mais simples.

Logo, no entanto, Mark percebeu que isso não estava funcionando - além de conturbar o horário, ainda estava saindo caro.

Ele admitiu a si mesmo que Susan teria que começar tomar o ônibus novamente.

No entanto, apenas o fato de ter que mencionar isso a ela fez com que ele sentisse-se incomodado.

Ela ainda sentia-se fragilizada e com raiva. Como ela reagiria?

Como Mark previra, Susan ficara horrorizada à idéia de ter que tomar o ônibus novamente.

"Eu estou cega!", ela respondeu amargamente. "Como posso saber onde estarei indo? Eu sinto como se você estivesse abandonando-me!" o coração de Mark quebrou-se ao ouvir estas palavras, mas ele sabia o que deveria ser feito.

Prometeu a ela que a cada manhã e a cada noite ele a acompanharia até o ponto de ônibus, até que ela sentisse-se capaz de fazer por si mesma. E foi exatamente isso o que aconteceu.

Durante duas semanas, Mark vestiu seu uniforme militar e acompanhou Susan quando ela ia e vinha do trabalho. Ele ensinou-lhe como confiar em seus outros sentidos, especialmente na audição, para determinar onde ela estava e como adaptar-se a seu novo ambiente. Ele a ajudou a ser amiga do motorista de ônibus que poderia ajudá-la a encontrar um assento.

Ele a fez rir, mesmo naqueles dias difíceis quando ela tropeçava nos degraus do ônibus ou derrubava sua pasta.

A cada manhã, eles faziam o mesmo caminho juntos e Mark pegava um táxi de volta para seu trabalho. Embora essa rotina fosse mais cara e cansativa que a anterior, Mark sabia que era apenas uma questão de tempo até que ela pudesse pegar o ônibus por si só.

Ele acreditava nela, na Susan corajosa que enfrentava qualquer desafio, a Susan que conhecera antes de ela ter perdido a visão.

Finalmente, Susan decidiu que estava pronta para experimentar a viagem sozinha. A manhã de segunda-feira chegou e antes de partir, ela abraçou Mark, seu guia de ônibus, seu marido e melhor amigo. Seus olhos estavam molhados pela gratidão, paciência, lealdade e amor que ele lhe devotava. Ela disse tchau e pela primeira vez eles seguiram caminhos separados.

Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta feira...cada dia ela pegava o ônibus sozinha e sentia-se muito bem. Na Sexta-feira pela manha, Susan pegou o ônibus como normalmente havia feito desde o inicio da semana.

Enquanto estava pagando a passagem, o motorista disse-lhe "Eu realmente a invejo". Susan não tinha certeza se o motorista havia falado com ela.

Afinal de contas, quem em sã consciência teria inveja de uma mulher cega que durante o último ano estivera lutando para encontrar coragem para viver?

Curiosa, perguntou ao motorista: "Porque diz que me inveja?"

O motorista respondeu-lhe "deve ser muito bom ser tão cuidada e protegida como você é."

Susan não tinha idéia sobre o que ele estava falando e perguntou "o que o senhor quer dizer com isso?"

O motorista respondeu-lhe: "A senhora sabe, todas as manhãs dessa última semana, um bonito cavalheiro num uniforme militar tem lhe observado enquanto a senhora sai do ônibus.

Ele se assegura de que a senhora atravessa a rua de forma segura e de que entra naquele prédio comercial. Então, ele lhe lança um beijo, faz um aceno discreto e vai embora. A senhora é uma pessoa abençoada."

Lágrimas de felicidade rolaram pelo rosto de Susan, pois ela não podia vê-lo mas ela sempre sentiu a presença de Mark.

Ela era realmente uma pessoa abençoada, pois ele havia dado-lhe um presente muito mais poderoso que a visão, um presente que ela não precisava ver para acreditar o presente do amor que pode trazer a luz a qualquer lugar onde haja escuridão.


Deus nos observa da mesma maneira.

Podemos não saber que Ele está presente.

Podemos não ver Sua face, no entanto,

Ele sempre está lá!

 

(J.Malthi)



 Escrito por Nurah às 18h45 [] [envie esta mensagem]



 

DEVIA SER EU 

Eu não teria agüentado
Sem culpa ou pecado
Ter sido acusado
MAS DEVIA SER EU

Eu não ficaria calado
Após ser humilhado
E também torturado
MAS DEVIA SER EU

Eu certamente não teria perdoado,
Ser injustamente julgado, machucado
Ter o meu corpo quebrado.
MAS DEVIA SER EU

Devia ter eu carregado a cruz do meu pecado
Mas isso Ele fez.
Cravado, Ele foi pendurado, e eu que sou o culpado
Estou livre outra vez.

Que eu me lembre de cada ferida e que foi por minha vida
que Ele suportou.

E, com todo este sofrimento, ainda me perdoou.
Por isso eu me envergonho e te peço perdão, Cristo Jesus.
Pois era eu quem devia ter sido pregado na cruz.

BOA PÁSCOA A TODOS!

(http://doidonanet.zip.net/)

Wesley Souza

 

                                                                                                                             



 Escrito por Nurah às 11h47 [] [envie esta mensagem]



NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL

Encontra-se um novo empregado, muda-se de médico, de chefe e de cabeleireiro. A gente acha uma nova secretária e encontra uma nova manicure só dobrando a esquina. Orgulhosamente seguimos fazendo as “devidas trocas”, fragilizando sem piedade os que vivem ao nosso lado.  

A ameaça de ser substituído por uma “opção melhor” tem um efeito cruel em quem está ao nosso redor. Mas o que ninguém ensina pra gente, é que não se pode substituir o Amor.  Troca-se de namorado, de amigo e de companhia, mas ninguém é capaz de substituir o que se sente.

 Quando alguém nos ama de verdade, seja ele um amigo íntimo, um parente ou um romântico convicto, com certeza não será substituído. Ele pode ir embora e você pode recolocar outra pessoa no posto, mas não se pode repor as impressões que ele deixou na sua alma. 

 

Nesse quesito cada pessoa é única! E de repente você se vê com saudade “daquela” música, “daquele” sorriso, “daquele” aperto de mão.  Não serve outro olhar, não serve outra voz e nem outra presença. E embora outros façam tudo exatamente igual, ninguém preenche o buraco deixado por quem já se foi.

 

 E fica um lugarzinho vago na alma. 

Ninguém substitui. Ninguém repõe. Ninguém preenche.

 Amor não se imita, não se substitui não se esquece.

 Amar alguém é deixar pra sempre um rastro, uma fragrância suave,

Um doce aroma de saudade, de magia, de esperança.  

Amar é ficar pra sempre...ainda que se vá  

 

 

 

 



 Escrito por Nurah às 20h37 [] [envie esta mensagem]



 

Pra dar colo é preciso pegar no colo? Nem sempre.

Há pessoas que dão colo com as palavras,

Com o que elas carregam e transmitem.

Elas reconfortam sem presença física,

Estando, apesar disso, presentes.

 

É possível se dar a alguém,

Ser importante, fazer-se importante,

Às vezes apenas com um gesto

Aparentemente banal.

 

Distância? Não existe!

Eu estou aqui e estou aí ao mesmo tempo,

Da mesma maneira como meus amigos

Estão em toda parte e dentro de mim.

A gente alcança o que não está perto...

 

Quando você quiser abraçar alguém, dar colo, reconfortar

E seus braços não alcançarem essa pessoa...

Dê um telefonema, escreva uma carta, envie um email...

Tão somente pense nela

 

E seu carinho chegará da mesma forma,

Com o mesmo calor...

 

(Letícia Thompson)

 



 Escrito por Nurah às 23h31 [] [envie esta mensagem]



UMA PEQUENA GRANDE LIÇÃO

 

Éramos a única família no restaurante com uma criança. Eu coloquei Daniel numa cadeira para crianças e notei que todos estavam tranqüilos, comendo e conversando. De repente, Daniel gritou animado, dizendo: "Olá, amigo!", batendo na mesa com suas mãozinhas gordas. Seus olhos estavam bem abertos pela admiração e sua boca mostrava a falta de dentes.


Com muita satisfação, ele ria, se retorcendo. Eu olhei em volta e vi a razão de seu contentamento. Era um homem andrajoso, com um casaco jogado nos ombros: sujo, engordurado e rasgado. Suas calças eram trapos com as costuras abertas até a metade, e seus dedos apareciam através do que foram, um dia, os sapatos. Sua camisa estava suja e seu cabelo não havia sido penteado por muito tempo. Seu nariz tinha tantas veias que parecia um mapa.


Estávamos um pouco longe dele para sentir seu cheiro, mas asseguro que cheirava mal. Suas mãos começaram a se mexer para saudar. "Olá, neném. Como está você?", disse o homem a Daniel. Minha esposa e eu nos olhamos: "Que faremos?". Daniel continuou rindo e respondeu, "Olá, olá, amigo". Todos no restaurante nos olharam e logo se viraram para o mendigo.


O velho sujo estava incomodando nosso lindo filho. Trouxeram a comida e o homem começou a falar com o nosso filho como um bebê. Ninguém acreditava que o que o homem estava fazendo era simpático. Obviamente, ele estava bêbado. Minha esposa e eu estávamos envergonhados. Comemos em silêncio; menos Daniel, que estava superinquieto e mostrando todo o seu repertório ao desconhecido, a quem conquistava com suas criancices.


Finalmente, terminamos de comer e nos dirigimos à porta. Minha esposa foi pagar a conta e eu lhe disse que nos encontraríamos no estacionamento. O velho se encontrava muito perto da porta de saída. "Deus meu, ajuda-me a sair daqui antes que este louco fale com Daniel", disse orando, enquanto caminhava perto do homem.

Estufei um pouco peito, tratando de sair sem respirar nem um pouco o ar que ele pudesse estar exalando. Enquanto eu fazia isto, Daniel se voltou rapidamente na direção onde estava o velho e estendeu seus braços na posição de "carrega-me". Antes que eu pudesse impedir, Daniel se jogou dos meus braços para os braços do homem.

Rapidamente, o velho fedorento e o menino consumaram sua relação de amor. Daniel, num ato de total confiança, amor e submissão, recostou sua cabeça no ombro do desconhecido. O homem fechou os olhos e pude ver lágrimas correndo por sua face. Suas velhas e maltratadas mãos - cheias de cicatrizes, dor e trabalho duro - suave, muito suavemente, acariciavam as costas de Daniel.

Nunca dois seres haviam se amado tão profundamente em tão pouco tempo. Eu me detive, aterrado. O velho homem, com Daniel em seus braços, por um momento abriu seus olhos e olhando diretamente nos meus, me disse com voz forte e segura: "Cuide deste menino". De alguma maneira, com um imenso nó na garganta, eu respondi: "Assim o farei". Ele afastou Daniel de seu peito, lentamente, como se sentisse uma dor.

Peguei meu filho e o velho homem me disse: "Deus o abençoe, senhor. Você me deu um presente maravilhoso". Não pude dizer mais que um entrecortado "obrigado". Com Daniel nos meus braços, caminhei rapidamente até o carro. Minha esposa perguntava por que eu estava chorando e segurando Daniel tão fortemente, e por que estava dizendo: "Deus meu, Deus meu, me perdoe".

Eu acabava de presenciar o amor de Cristo através da inocência de um pequeno menino que não viu pecado, que não fez nenhum juízo; um menino que viu uma alma e uns adultos que viram um montão de roupa suja. Eu fui um cristão cego carregando um menino que não era. Eu senti que Deus estava me perguntando: "Estás disposto a dividir seu filho por um momento?", quando Ele compartilhou Seu Filho por toda a eternidade.

O velho andrajoso, inconscientemente, me recordou: "Eu asseguro que aquele que não aceite o reino de Deus como um menino, não entrará nele." (Lucas 18:17).

 

 

 

 (autor desconhecido)



 Escrito por Nurah às 23h34 [] [envie esta mensagem]



 

Não corra atrás das borboletas

Cuide de seu jardim e elas virão até você...

 



 Escrito por Nurah às 11h07 [] [envie esta mensagem]



O ELEFANTE E A ESTACA

Quando eu era criança me encantavam os circos e do que eu mais gostava eram os animais. Tanto a mim, como a outras pessoas, como fiquei sabendo mais tarde, chamava atenção o elefante. Durante o espetáculo, o enorme animal fazia demonstrações de peso, tamanho e força descomunais. Mas depois de sua atuação, e até um segundo antes de entrar em cena, o elefante permanecia preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisionava uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. Sem dúvida alguma a estaca era só um pedaço de madeira, apenas enterrado alguns centímetros na terra. E, ainda que a corrente fosse grossa e poderosa, me parecia óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancar a estaca e fugir. O "mistério" é evidente! O que o mantém, então? Por que não foge?

Quando eu tinha cinco ou seis anos, eu todavia confiava na sabedoria dos adultos. Perguntei então a algum professor, ou a algum parente, ou algum tio, sobre o "mistério" do elefante. Algum deles me explicou que o elefante não escapava porque estava amestrado. Fiz então a pergunta óbvia: "Se está amestrado, por que o prendem?" Não recordo haver recebido nenhuma resposta coerente! Com o tempo, esqueci do "mistério" do elefante e da estaca... eu somente recordava quando me encontrava com outros que também se haviam feito a mesma pergunta.

Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: o elefante do circo não escapa porque tem permanecido atado à estaca desde muito, muito pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido sujeito à estaca. Tenho certeza que, naquele momento, o elefantezinho puxou, forçou, tratando de soltar-se. E, apesar de todo o esforço, não o pôde fazer. A estaca era certamente muito forte para ele. Juraria que dormiu esgotado e que no dia seguinte voltou a tentar, e também no outro que se seguia. Até que um dia, um terrível dia para sua história, o animal aceitou sua impotência e se resignou a seu destino.

O elefante enorme e poderoso que vemos no circo não escapa porque crê, realmente, o pobre, que não pode. Ele tem o registro e a recordação de sua impotência, daquela impotência que sentiu pouco depois de nascer. E o pior é que jamais voltou a questionar seriamente esse registro. Jamais voltou a colocar à prova sua força outra vez.

Muitas vezes somos como os elefantes. Vivemos crendo que um montão de coisas "não podemos". Simplesmente porque, alguma vez, quando éramos crianças, tentamos e não conseguimos. Fazemos, então, como o elefante: gravamos em nossa memória: "Não posso. Não posso e nunca poderei!" Crescemos carregando essa mensagem que impusemos a nós mesmos e nunca mais voltamos a tentar. Quando muito, de vez em quando sentimos as correntes, fazemos soar o seu ruído, ou olhamos com o canto dos olhos a estaca e confirmamos o estigma: "Não posso e nunca poderei!".

A única maneira de tentar de novo é colocando muita coragem em nossa cabeça e em nosso coração!

 

 

 



 Escrito por Nurah às 10h18 [] [envie esta mensagem]